Geografia Online Oficial

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

3º Trimestre - Processual





O Círculo de fogo do Pacífico, ou Anel de fogo do Pacífico, ou às vezes, apenas Anel de Fogo, é uma área onde há um grande número de terremotos e uma forte atividade vulcânica, localizado na bacia do Oceano Pacífico. O Anel de Fogo do Pacífico tem a forma de ferradura, com 40.000 km de extensão e está associado com uma série quase contínua de trincheiras oceânicas, arcos vulcânicos, e cinturões de vulcões e / ou movimentos de placas tectônicas. O Anel de Fogo do Pacífico tem cerca de 452 vulcões e é o lar de mais de 75% dos vulcões ativos e latentes do mundo.

   Uma grande parte a atividade vulcânica e dos abalos sísmicos mais fortes (terremotos) estão localizados nas bordas das placas tectônicas. Se compararmos os mapas abaixo para relacionar esses fenômenos, perceberemos que os limites das placas tectônicas e a localização dos terremotos e vulcões coincidem e se concentram em volta do oceano Pacífico (por isto esta região é chamada de Círculo de Fogo do Pacífico).



   Ainda não há consenso entre os especialistas sobre as causas da concentração dos tremores nessa região, mas todos concordam que a explicação tem a ver com o comportamento da placa tectônica do Pacífico. Essas placas são grandes porções de crosta que flutuam sobre o manto da Terra, camada mais plástica de material quente. Elas movem-se continuamente, aproximando-se ou distanciando-se umas das outras. Tais choques e repulsões provocam terremotos e erupções vulcânicas.

   A maior parte do Oceano Pacífico está situada sobre uma placa homônima. As placas vizinhas a pressionam por todos os lados. Como a Placa do Pacífico suporta uma massa maior – todo o volume do oceano -, de tempos em tempos, as demais placas sobem sobre ela. A energia acumulada pela tensão entre as placas é liberada sob a forma de abalos sísmicos.





Cronologia dos terremotos na região do "Círculo de Fogo do Pacífico" nos últimos anos.

12 de dezembro de 1992: Indonésia - um terremoto de 6,8 graus na escala Richter deixa ao menos 2.200 mortos em uma cadeia de ilhas na Província de Nusa Tenggara Oriental.

6 de junho de 1994: Colômbia - um terremoto no vale do rio Paez (sudoeste do país) deixou cerca de mil mortos, derrubou edifícios e provocou deslizamentos de terra.

17 de janeiro de 1995: Japão - um terremoto de 7,2 graus na escala Richter, maior do país em quase meio século, atinge a cidade de Kobe (centro do país), deixando mais de 6.400 mortos.

28 de maio de 1995: Rússia - um tremor de 7,5 graus na escala Richter, maior já ocorrido no país, deixou cerca de 1.900 mortos no extremo leste do país (região produtora de petróleo).

17 de julho de 1998: Papua-Nova Guiné - terremoto subaquático de 7,1 graus cria três tsunamis e deixa ao menos 2.100 mortos.

25 de janeiro de 1999: Colômbia - terremoto de 6,3 graus deixa ao menos 1.170 mortos na região central do país, que concentra a produção de café.

21 de setembro de 1999: Taiwan - ao menos 2.200 pessoas morrem e centenas ficam desabrigadas após um terremoto de 7,6 graus na região central do país.

26 de dezembro de 2004: Sudeste Asiático - um terremoto de 9,1 graus na escala Richter nas costas de Sumatra (Indonésia) provoca um maremoto que afeta dez países do sudeste asiático, deixando ao menos 220 mil mortos e mais de 40 mil desaparecidos.

28 de março de 2005: Indonésia - cerca de mil pessoas morreram após terremoto de 8,7 graus na ilha de Nias, na costa de Sumatra.

27 de maio de 2006: Indonésia - um terremoto de 6,2 graus atinge a Província de Yogyakarta, sul do país, e deixa cerca de 5.000 mortos, além de atingir cerca de 150 mil casas.

11 de março de 2011: Japão 9 graus na escala Richter, que atingiu a costa da ilha de Honshu.




   Baseado nestas informações podemos compreender a fragilidade desta área, de nosso planeta. Mudanças recentes na velocidade do núcleo do planeta, como em postagem anterior foi apresentada, mostraram que a velocidade do magma do núcleo, está mais lenta do que se imaginava, ocasionando um fenômeno de mais produção de crosta pelo esfriamento, ou seja quanto mais rápido o magma se move, mais quente fica, mantendo a crosta externa mais estável, porém girando mais devagar, as camadas mais externas do núcleo tendem a esfriar e acumular camadas novas de crosta e resíduos geológicos,  que são empurrados para fora, naturalmente pelo movimento de giro do planeta. Com isto a pressão entre as placas tectônicas aumenta e inevitávelmente os terremotos acontecem pelo roçar e empurrar das placas. Neste momento quantidades muito grandes de energia são liberadas, podendo esta pressão fazer com que, não só grandes terremotos ocorram, mas até grandes vulcões inativos, entrarem em erupção, numa grande explosão como muitos prevêem acontecer no vulcão Yellowstone, cujo evento se acontecer poderá ocasionar uma catástrofe de níveis inimagináveis.


   Sobre as previsões, presságios e relatórios secretos, deste ou daquele governo, no qual aqui não importa falar, sobre um mega terremoto, que  está para acontecer, tudo vai depender de quais mudanças críticas a Terra vai sofrer. Mudanças na inclinação do eixo, do núcleo e até mesmo na magnetosfera que nos protege, das explosões solares. São vários os fatores e mesmo que alguns, já estejam se apresentando, como já foi falado aqui no P.Q.A. Então, aqueles que dizem que isto está longe de acontecer ou não querem aceitar que aconteça, deveriam se preocupar um pouco mais, pois os sinais estão aparecendo, porém foi como falei, deverão estar, uma série de variáveis convergindo negativamente, para que este tão falado mega-evento catastrófico aconteça.



Ultimas Grandes Erupções Vulcânicas do pacífico



~~> Vulcão Mayon entra em erupção nas Filipinas (15/12/2009)
A atividade do Mayon é seguida de perto pelos vulcanólogos desde julho deste ano, quando aumentou sua atividade após quase três anos adormecido.Com uma altura de 2,462 mil metros e conhecido como "o cone perfeito", o Mayon é um dos vulcões mais ativos das Filipinas.

~~> Vulcão Turrialba entra em erupção na Costa Rica em 06/01/2010)

Os serviços de emergência ficaram em alerta e retiraram 20 pessoas que moram na região, informou o Observatório Vulcanológico e Sismológico.
O vulcão, de 3.328 metros de altura, fica 40 km ao leste de San José dentro de um parque nacional, na cordilheira central do país, e desde 2007 registrava um aumento na atividade sísmica.

~~> Vulcão Galeras entra em erupção na Colômbia
O vulcão Galeras, no sudoeste da Colômbia, entrou em erupção na noite de sábado (2/01/2010), mas não existem informações sobre mortos ou feridos, disseram as autoridades. Carlos Iván Marquez, diretor nacional da Cruz Vermelha, disse que o governo deverá retirar 8 mil pessoas de áreas de risco como precaução. Ele disse que o governo já preparou abrigos temporários e suprimentos para as pessoas.
O vulcão de 4.276 metros tem uma longa história de atividade, incluídas várias erupções nos primeiros meses de 2009. O Galeras fica próximo à fronteira com o Equador.


Sempre que ocorre uma grande erupção vulcânica, jornais e noticiários cobrem o acontecimento enfatizando uma série de palavras: violento, enorme, impressionante. Diante de um vulcão em erupção, as pessoas compartilham sentimentos como o medo diante do poder de destruição da natureza.
Embora os cientistas tenham desvendado muitos mistérios a respeito dos vulcões, o conhecimento sobre eles não os tornou menos fascinantes. Neste traalho, veremos as poderosas e violentas forças que criam as erupções e analisaremos como elas constroem estruturas vulcânicas como as ilhas.
Quando as pessoas pensam em vulcões, a primeira imagem que vem à cabeça é provavelmente uma montanha alta com lava alaranjada sendo expelida. Certamente há vários tipos de vulcões assim. Mas o termo vulcão descreve, na verdade, um conjunto de fenômenos geológicos muito mais ampla.
Em geral, um vulcão é qualquer lugar onde uma certa quantidade de material é expelida de dentro do planeta para a superfície terrestre.






Vulcões
O que é exatamente esse material expelido? No nosso planeta é o magma ou rocha fundida. Para entender de onde ele vem, precisamos examinar a estrutura do planeta Terra.


A Terra é composta de várias camadas, divididas em três mega-camadas: o núcleo, o manto e a crosta.
  • Nós vivemos na crosta rígida que possui de 5 a 10 km de espessura sob os oceanos e de 32 a 70 km sob a terra. Isso pode parecer muito, mas, comparada ao resto do planeta, ela é bem fina como a casca de uma maçã.
  • Logo abaixo da crosta encontra-se o manto, a maior camada da Terra. Embora o manto seja extremamente quente, ele é primordialmente sólido, pois a pressão interna do planeta é tão grande que o material não derrete. Em circunstâncias especiais, contudo, o material derrete formando o magma que transborda pela crosta.
Em 1960, cientistas desenvolveram uma teoria revolucionária chamada Teoria das placas tectônicas. Ela sustenta que a litosfera, camada de material rígido composta pela crosta e pela parte superior do manto, é dividida em sete grandes placas e algumas outras placas menores. Essas placas se movimentam vagarosamente sobre o manto, que está lubrificado por uma leve camada chamada astenosfera. A atividade nos limites entre algumas dessas placas é o catalisador básico para a produção do magma.

As linhas azuis demarcam os limites das placas, os triângulos vermelhos demarcam a atividade vulcânica e os pontos amarelos apontam os terremotos recentes
Onde diferentes placas se encontram, há uma interação. O modo como elas se deslocam umas em relação às outras estão associados diferentes tipos de fenômenos de superfície.
  • Se as placas se afastam umas das outras, uma cordilheira oceânica ou cordilheira continental é formada, dependendo de como elas se encontram (se no oceano ou na terra). À medida que as placas se separam, a parte sólida do manto, que se encontra na astenosfera, corre para esse vazio provocado por elas. Como a pressão não é elevada a esse nível, as rochas do manto se derretem, formando o magma. Conforme o magma sobe, ele se resfria formando uma nova crosta que preenche a lacuna deixada pela divergência das placas. Esse tipo de produção do magma é chamado vulcanismo central.
  • Quando duas placas colidem, uma pode ser empurrada para baixo da outra de modo a afundar no manto. Esse processo é chamado de subducção, que forma uma vala, um canal muito profundo geralmente no solo oceânico. À medida que a litosfera rígida faz força em direção ao manto quente e sob alta pressão, há um super aquecimento. Muitos cientistas acreditam que a camada da litosfera que afunda não pode derreter a essa profundidade, mas que o aquecimento e a pressão forçam a água (água da superfície e dos minerais hidratados) para fora das placas em direção à camada do manto que está acima. O acúmulo de água reduz o ponto de fusão das rochas provocando o derretimento das rochas dentro do magma. Esse tipo de produção do magma é chamado vulcanismo da zona de subducção.
  • Se as placas colidem e nenhuma delas fica embaixo da outra, a crosta irá apenas "enrugar", formando montanhas. Esse processo não dá origem a vulcões. As margens das placas desse tipo podem mais tarde se transformar em zonas de subducção.
  • Algumas placas se movimentam umas contra as outras ao invés de empurrá-las ou colidirem. Essas margens de placas dificilmente produzem atividade vulcânica.


O magma também pode fazer força debaixo de uma placa da litosfera, embora isso seja menos comum que a produção de magma ao redor das margens das placas. Essa atividade vulcânica intraplaca é causada por um material atípico do manto quente que é formado na parte inferior do manto e levado para a sua parte superior. O material, que adquire a forma de uma pluma de 500 a 1.000 km de largura, emerge para criar um ponto quente debaixo de um determinado lugar da Terra. Devido ao aquecimento incomum desse material, ele se funde formando magma logo abaixo da crosta terrestre. O ponto quente é estacionário, mas à medida que as placas continentais deslizam, o magma cria uma cadeia de vulcões que desaparece assim que as placas passam do ponto quente. Os vulcões do Havaí foram criados por um desses pontos quentes que aparentam ter pelo menos 70 milhões de anos.
Então o que acontece com o magma formado por esses processos? Vimos que o magma produzido na cordilheira oceânica apenas forma um novo material crustoso, logo, não há produção de vulcões terrestres em erupção. Há poucas áreas de cordilheira continental onde o magma transborda pela terra, mas a maioria dos vulcões terrestres são produzidos pelo vulcanismo da zona de subducção e dos pontos quentes.
Quando uma rocha sólida se transforma em um material mais líquido, ela se torna menos densa que as rochas sólidas ao seu redor. Devido a essa diferença de densidade, o magma sobe com muita força (pela mesma razão que o hélio em um balão atravessa o ar mais denso que o cerca e o óleo fica suspenso na água). À medida que vai subindo, o intenso calor funde mais algumas rochas, acrescentando-as à mistura magmática.
O magma continua se movendo pela crosta, a menos que a pressão para subir seja excedida pela pressão exercida pelas rochas sólidas ao redor para descer. Neste ponto, o magma se acumula em câmaras magmáticas abaixo da superfície da Terra. Se a pressão do magma se eleva a um determinado nível ou uma cratera se abre na crosta, as rochas fundidas são extruídas e derramadas pela superfície terrestre.


Se isso acontecer, o magma derretido (agora chamado de lava) forma um vulcão. A estrutura de um vulcão e a intensidade de sua erupção dependem de uma série de fatores, principalmente da composição do magma.

Magma em erupção

O poder destrutivo dos vulcões varia bastante: alguns explodem de maneira violenta, destruindo tudo em um raio de 1,5 km em minutos questão de minutos: outros derramam lava tão devagar que se pode caminhar perto deles sem o menor problema. A severidade da erupção depende principalmente da composição do magma.


Por que o magma entra em erupção? A força de erupção vem geralmente da pressão dos gases internos. O material que origina o magma possui muitos gases liquefeitos que ficaram suspensos na solução magmática. Os gases são mantidos no estado liquefeito até que a pressão confinada das rochas seja maior que a pressão do vapor exercida pelo gás. Quando isso se altera e a pressão do vapor fica maior que a pressão exercida pelas rochas, os gases liquefeitos se expandem formando pequenas bolhas de gás, chamadas vesículas, no magma. Isso acontece se ocorrer uma das situações abaixo:
  • a pressão interna exercida pelas rochas diminui devido à descompressão do magma que emerge de um ponto de alta pressão para outro de baixa pressão;
  • a pressão do vapor aumenta devido ao resfriamento do magma, dando início ao processo de cristalização, o que faz aumentar o conteúdo de gás no magma.
Em ambos os casos, o magma é saturado de pequenas bolhas de gás que possuem uma densidade menor que a do magma e, por isso, fazem pressão para sair. O mesmo ocorre quando abrimos uma lata de refrigerante, especialmente se acabamos de sacudi-la. Quando descomprimimos o refrigerante (através da abertura da lata), as pequenas bolhas de gás são pressionadas para fora. Se sacudirmos antes a lata, as bolhas se misturam ao refrigerante e, ao saírem, levam consigo uma parte dele. Isso também acontece com os vulcões. Conforme as bolhas escapam, elas empurram o magma para fora, causando a erupção.

A natureza dessa erupção depende basicamente do conteúdo de gás e da viscosidade do material magmático. Viscosidade é a capacidade de resistir ao fluxo, é o oposto da fluidez. Se o magma possui uma alta viscosidade, significando uma forte resistência ao fluxo, as bolhas de gás escaparão com dificuldade levando mais material magmático consigo, causando uma erupção muito maior. Logo, se o magma possui uma viscosidade mais baixa, as bolhas de gás escaparão com mais facilidade e a lava não sairá de forma tão violenta.
Naturalmente, isso é contrabalançado com o gás. Se o magma contém mais bolhas de gás, a erupção será mais violenta e se o magma possui menos gás, a erupção será mais tranqüila. Ambos os fatores são determinados pela composição do magma. Geralmente, a viscosidade é determinada pela proporção de sílica no magma devido à reação do metal ao oxigênio, um elemento encontrado na maioria dos magmas. O conteúdo de gás varia dependendo do tipo de material fundido para formar o magma.
Geralmente, as maiores erupções explosivas resultam do magma que possui níveis elevados de gás e alta viscosidade, enquanto a maioria das erupções menos intensas resultam de magmas com baixo nível de gás e baixa viscosidade. Contudo, as erupções vulcânicas nem sempre se enquadram facilmente em uma categoria. A maioria delas ocorre em diversos estágios, variando o grau de destruição.
Se a viscosidade e a pressão gasosa são muito baixas, a lava se espalhará devagar pela superfície terrestre, quando o vulcão entrar em erupção, com uma explosão mínima. Apesar de essas lavas efusivas causarem danos consideráveis às estruturas da vida selvagem e àquelas criadas pelo homem, elas não oferecem perigo às pessoas, pois se movem lentamente. Há bastante tempo para sair do seu alcance.


Se há muita pressão, o vulcão começará sua erupção com uma descarga explosiva de material no ar. Essa coluna eruptiva é composta de gases, cinzas e rochas piroclásticas quentes, material vulcânico em forma sólida. Há vários tipos de erupções explosivas, variando significativamente em tamanho, forma e duração.
Dentro dessas duas categorias amplas de erupção, há algumas variações. 
  • Erupções plinianas: essas erupções podem causar danos sérios às áreas próximas. A erupção que soterrou Pompéia e Herculano foi uma erupção pliniana. Elas são ocasionadas pelo magma com alta viscosidade e com conteúdo gasoso. O forte empuxo para cima dos gases expandidos, expulsa o material piroclástico em direção ao ar, a uma altura de 48 km e a centenas de metros por segundo. A erupção, que pode levar horas ou dias, produz uma alta e longa pluma eruptiva. Isso faz com que um grande volume de tefra, material vulcânico não consolidado, seja derramado nas redondezas. Além disso, a erupção pliniana pode produzir um fluxo de lava que se move extremamente rápido, destruindo tudo que estiver no caminho.


  • Erupções havaianas: geralmente, elas não são tão destrutivas, nem tão explosivas. Não costumam expelir muito material piroclástico no ar. Ao contrário, produzem um fluxo de lava que se move vagarosamente e com pouca viscosidade e conteúdo gasoso. Esse fluxo pode assumir duas formas distintas. A mais impressionante é a fonte de fogo, uma fonte de lava alaranjada que se precipita a centenas de metros no ar por alguns minutos (às vezes por horas). O tipo mais comum é o fluxo de lava estável que se forma no conduto central, produzindo grandes lagos de lava, poças enormes de lava que se formam nas crateras ou outras depressões. O fluxo de lava e os respingos das fontes de fogo destroem a vegetação ou as árvores ao redor, mas o fluxo é, em geral, tão lento que as pessoas têm bastante tempo para escapar com segurança. As erupções havaianas recebem esse nome porque são mais comuns nos vulcões havaianos.


  • Erupções estrombolianas: essas erupções são impressionantes, mas não são perigosas. Elas expelem pequenos volumes de lava de 15 a 90 metros, em explosões bem curtas. A lava possui uma alta viscosidade, então, a pressão gasosa tem que crescer a um nível bem elevado antes que o material seja extrudado. Explosões regulares produzem sons altíssimos, mas as erupções são relativamente pequenas. Elas geralmente não produzem fluxo de lava, mas algum fluxo de lava pode acompanhar a erupção. Essas erupções produzem poucas cinzas de tefra.


  • Erupções vulcanianas: assim como as erupções estrombolianas, essas erupções são caracterizadas por várias explosões pequenas. As colunas da erupção vulcaniana são maiores que as colunas estrombolianas e feitas basicamente de cinzas piroclásticas. As explosões são ocasionadas pela alta viscosidade e grande volume gasoso no magma, onde pequenas bolhas exercem pressão e extrudam material em direção ao ar. Além de cinzas de tefra, as erupções vulcanianas lançam bombas piroclásticas do tamanho aproximado de uma bola de futebol. As erupções vulcanianas normalmente não estão associadas ao fluxo de lava.


  • Erupções hidrovulcânicas: quando a erupção vulcânica ocorre perto de oceanos, nuvens saturadas ou outras áreas úmidas, a interação da água com o magma pode criar um tipo único de coluna eruptiva. Basicamente, o magma quente aquece a água de modo que esta começa a evaporar. Essa rápida mudança de estado provoca um tipo explosivo de expansão da água, que separa o material piroclástico, criando uma cinza bem fina. As erupções hidrovulcânicas variam de forma considerável: algumas são caracterizadas por explosões breves, enquanto outras criam colunas eruptivas. As erupções vulcânicas também podem derreter partes da neve, causando deslizamentos e inundações.


  • Erupções fissurais: nem todas as erupções são provocadas pela pressão dos gases. As erupções fissurais ocorrem quando o magma corre para fendas no solo e escapam para a superfície. Isso acontece freqüentemente onde o movimento das placas provocou grandes fraturas na crosta terrestre, podendo haver difusão em torno da base do vulcão com um conduto central. As erupções fissurais são caracterizadas por uma cortina de fogo, uma cortina de lava que cospe a uma altura pequena acima do solo. As erupções fissurais chegam a produzir fluxos intensos, apesar do movimento vagaroso do fluxo de lava.


Diferentes tipos de erupção geram diferentes tipos de vulcões ao seu redor.

Formas e tamanhos diferentes

A maioria dos vulcões terrestres possui a mesma estrutura básica, mas a forma e o tamanho variam de maneira considerável. Esses diferentes tipos de vulcões possuem alguns elementos em comum:
  • uma cratera no cume - a boca do vulcão, onde existe lava
  • uma câmara magmática - onde a lava escorre por debaixo da terra
  • um conduto central - que conduz o magma da câmara até a cratera
O que mais varia na estrutura dos vulcões é o edifício, estrutura que envolve o conduto central. O edifício é construído pelo material vulcânico expelido pelo vulcão em erupção. Conseqüentemente, a composição, a forma e a estrutura são todas determinadas pela natureza do material vulcânico e da erupção. Veja abaixo os três principais formatos de vulcão.
  • Estratovulcões: esses são o tipo mais conhecido e geralmente têm as maiores histórias de destruição causada pelas erupções. Eles são caracterizados por um grande edifício simétrico que se inclina próximo a uma pequena cratera no cume da montanha. São normalmente construídos pelas erupções plinianas que lançam uma grande quantidade de material piroclástico. À medida que a lava, as cinzas e outros materiais são expelidos, o edifício é rapidamente construído ao redor do conduto. Eles raramente entram em erupção (um intervalo de centenas de anos) e, em geral, são formados em zonas de subducção.


  • Cones de escórias: esses cones relativamente pequenos são o tipo de vulcão mais comum. Eles são caracterizados por declives acentuados em ambos os lados do edifício que conduzem a uma cratera bem larga no topo. O edifício é composto de cinzas de tefra quase sempre expelidas pelas erupções estrombolianas. Ao contrário dos estratovulcões, os cones de escórias possuem apenas um evento eruptivo.


  • Vulcões-escudo: esses vulcões largos e pequenos aparecem quando a lava com baixa viscosidade jorra com explosões mínimas, como as erupções havaianas. A lava se dispersa por uma superfície bem ampla, às vezes com quilômetros de diâmetro, construindo um domo na forma de escudo. Próximo ao cume, o edifício fica um pouco íngreme, proporcionando ao vulcão um centro ligeiramente mais elevado. Muitos vulcões-escudo entram em erupção com bastante freqüência (normalmente poucos anos).


A atividade vulcânica pode produzir outras estruturas interessantes como as caldeiras e os domos de lava. As caldeiras, grande crateras em forma de bacias, são formadas quando as erupções drenam a câmara magmática e o edifício vulcânico desaba em um local vazio. Normalmente, a água enche esse espaço, criando lagos arredondados, tais como o Crater Lake no Oregon. Os domos de lava são formados quando a maior parte das vesículas de gás escapam durante a erupção inicial e a lava viscosa reminiscente não faz a pressão necessária para sair, de modo que ela flui muito devagar pelo cume da cratera. Isso cria um domo preso ao topo do vulcão, que pode crescer ao longo do tempo.


Há um número muito grande de vulcões na Terra: mais de 500 vulcões no mundo estão ativos, aproximadamente o mesmo número de vulcões estão adormecidos e muitos foram considerados extintos. Essas determinações são muitas vezes baseadas em interpretações subjetivas e padrões um tanto arbitrários. O critério tradicional para a determinação é a data da última erupção. Se esta estiver dentro do período em que as pessoas vêm registrando a história, o vulcão é considerado ativo. Se a última erupção ocorreu antes dos tempos históricos, mas dentro de 10.000 anos, então o vulcão é considerado "adormecido", pois é provável que ele ainda tenha a capacidade de entrar em erupção novamente. Os vulcões que não entram em erupção por mais de 10.000 anos são considerados extintos, pois dificilmente eles entrarão em erupção de novo.


Certamente, essa é uma definição imprecisa por um motivo: "tempos históricos" é um conceito muito vago e varia de cultura para cultura. Além disso, diferentes tipos de vulcões entram em erupção a uma freqüência variável. Hoje, os cientistas usam um critério mais lógico, ainda que baseado em uma avaliação subjetiva. Se o vulcão está em erupção ou demonstra atividade na forma de terremotos ou emissões gasosas, ele é considerado ativo. Se o vulcão não demonstra nenhum sinal de atividade, mas entrou em erupção há menos de 10.000 anos e tem potencial para entrar em erupção outra vez, ele é considerado adormecido. Se não entrou em erupção em 10.000 anos ou não há mais produção de magma, o vulcão é considerado extinto.
Dos 500 ou mais vulcões em atividade, cerca de 10 entram em erupção em uma determinada data. Em sua maioria, as erupções são pequenas e bastante contidas, de modo que não oferecem nenhum perigo à vida. De tempos em tempos, entretanto, ocorre uma erupção maior que destrói vidas ou, com maior freqüência, devasta propriedades. Embora não sejam tão catastróficos quanto as erupções que ameaçam vidas, esses eventos destrutivos certamente provocam um grande prejuízo financeiro às vítimas.
Embora seja destrutiva, a atividade vulcânica é um dos processos de construção geológica mais importantes da Terra. Afinal, conforme vimos ao analisar as placas tectônicas, os vulcões estão constantemente reconstruindo o assoalho oceânico. Assim como a maioria das forças naturais, os vulcões possuem uma natureza dual. Eles podem causar uma terrível devastação, mas também são um elemento crucial na contínua regeneração da Terra. Eles, com certeza, são um dos fenômenos mais impressionantes do planeta. 


Nenhum comentário:

Postar um comentário