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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

3º Trimestre - Processual





O Círculo de fogo do Pacífico, ou Anel de fogo do Pacífico, ou às vezes, apenas Anel de Fogo, é uma área onde há um grande número de terremotos e uma forte atividade vulcânica, localizado na bacia do Oceano Pacífico. O Anel de Fogo do Pacífico tem a forma de ferradura, com 40.000 km de extensão e está associado com uma série quase contínua de trincheiras oceânicas, arcos vulcânicos, e cinturões de vulcões e / ou movimentos de placas tectônicas. O Anel de Fogo do Pacífico tem cerca de 452 vulcões e é o lar de mais de 75% dos vulcões ativos e latentes do mundo.

   Uma grande parte a atividade vulcânica e dos abalos sísmicos mais fortes (terremotos) estão localizados nas bordas das placas tectônicas. Se compararmos os mapas abaixo para relacionar esses fenômenos, perceberemos que os limites das placas tectônicas e a localização dos terremotos e vulcões coincidem e se concentram em volta do oceano Pacífico (por isto esta região é chamada de Círculo de Fogo do Pacífico).



   Ainda não há consenso entre os especialistas sobre as causas da concentração dos tremores nessa região, mas todos concordam que a explicação tem a ver com o comportamento da placa tectônica do Pacífico. Essas placas são grandes porções de crosta que flutuam sobre o manto da Terra, camada mais plástica de material quente. Elas movem-se continuamente, aproximando-se ou distanciando-se umas das outras. Tais choques e repulsões provocam terremotos e erupções vulcânicas.

   A maior parte do Oceano Pacífico está situada sobre uma placa homônima. As placas vizinhas a pressionam por todos os lados. Como a Placa do Pacífico suporta uma massa maior – todo o volume do oceano -, de tempos em tempos, as demais placas sobem sobre ela. A energia acumulada pela tensão entre as placas é liberada sob a forma de abalos sísmicos.





Cronologia dos terremotos na região do "Círculo de Fogo do Pacífico" nos últimos anos.

12 de dezembro de 1992: Indonésia - um terremoto de 6,8 graus na escala Richter deixa ao menos 2.200 mortos em uma cadeia de ilhas na Província de Nusa Tenggara Oriental.

6 de junho de 1994: Colômbia - um terremoto no vale do rio Paez (sudoeste do país) deixou cerca de mil mortos, derrubou edifícios e provocou deslizamentos de terra.

17 de janeiro de 1995: Japão - um terremoto de 7,2 graus na escala Richter, maior do país em quase meio século, atinge a cidade de Kobe (centro do país), deixando mais de 6.400 mortos.

28 de maio de 1995: Rússia - um tremor de 7,5 graus na escala Richter, maior já ocorrido no país, deixou cerca de 1.900 mortos no extremo leste do país (região produtora de petróleo).

17 de julho de 1998: Papua-Nova Guiné - terremoto subaquático de 7,1 graus cria três tsunamis e deixa ao menos 2.100 mortos.

25 de janeiro de 1999: Colômbia - terremoto de 6,3 graus deixa ao menos 1.170 mortos na região central do país, que concentra a produção de café.

21 de setembro de 1999: Taiwan - ao menos 2.200 pessoas morrem e centenas ficam desabrigadas após um terremoto de 7,6 graus na região central do país.

26 de dezembro de 2004: Sudeste Asiático - um terremoto de 9,1 graus na escala Richter nas costas de Sumatra (Indonésia) provoca um maremoto que afeta dez países do sudeste asiático, deixando ao menos 220 mil mortos e mais de 40 mil desaparecidos.

28 de março de 2005: Indonésia - cerca de mil pessoas morreram após terremoto de 8,7 graus na ilha de Nias, na costa de Sumatra.

27 de maio de 2006: Indonésia - um terremoto de 6,2 graus atinge a Província de Yogyakarta, sul do país, e deixa cerca de 5.000 mortos, além de atingir cerca de 150 mil casas.

11 de março de 2011: Japão 9 graus na escala Richter, que atingiu a costa da ilha de Honshu.




   Baseado nestas informações podemos compreender a fragilidade desta área, de nosso planeta. Mudanças recentes na velocidade do núcleo do planeta, como em postagem anterior foi apresentada, mostraram que a velocidade do magma do núcleo, está mais lenta do que se imaginava, ocasionando um fenômeno de mais produção de crosta pelo esfriamento, ou seja quanto mais rápido o magma se move, mais quente fica, mantendo a crosta externa mais estável, porém girando mais devagar, as camadas mais externas do núcleo tendem a esfriar e acumular camadas novas de crosta e resíduos geológicos,  que são empurrados para fora, naturalmente pelo movimento de giro do planeta. Com isto a pressão entre as placas tectônicas aumenta e inevitávelmente os terremotos acontecem pelo roçar e empurrar das placas. Neste momento quantidades muito grandes de energia são liberadas, podendo esta pressão fazer com que, não só grandes terremotos ocorram, mas até grandes vulcões inativos, entrarem em erupção, numa grande explosão como muitos prevêem acontecer no vulcão Yellowstone, cujo evento se acontecer poderá ocasionar uma catástrofe de níveis inimagináveis.


   Sobre as previsões, presságios e relatórios secretos, deste ou daquele governo, no qual aqui não importa falar, sobre um mega terremoto, que  está para acontecer, tudo vai depender de quais mudanças críticas a Terra vai sofrer. Mudanças na inclinação do eixo, do núcleo e até mesmo na magnetosfera que nos protege, das explosões solares. São vários os fatores e mesmo que alguns, já estejam se apresentando, como já foi falado aqui no P.Q.A. Então, aqueles que dizem que isto está longe de acontecer ou não querem aceitar que aconteça, deveriam se preocupar um pouco mais, pois os sinais estão aparecendo, porém foi como falei, deverão estar, uma série de variáveis convergindo negativamente, para que este tão falado mega-evento catastrófico aconteça.



Ultimas Grandes Erupções Vulcânicas do pacífico



~~> Vulcão Mayon entra em erupção nas Filipinas (15/12/2009)
A atividade do Mayon é seguida de perto pelos vulcanólogos desde julho deste ano, quando aumentou sua atividade após quase três anos adormecido.Com uma altura de 2,462 mil metros e conhecido como "o cone perfeito", o Mayon é um dos vulcões mais ativos das Filipinas.

~~> Vulcão Turrialba entra em erupção na Costa Rica em 06/01/2010)

Os serviços de emergência ficaram em alerta e retiraram 20 pessoas que moram na região, informou o Observatório Vulcanológico e Sismológico.
O vulcão, de 3.328 metros de altura, fica 40 km ao leste de San José dentro de um parque nacional, na cordilheira central do país, e desde 2007 registrava um aumento na atividade sísmica.

~~> Vulcão Galeras entra em erupção na Colômbia
O vulcão Galeras, no sudoeste da Colômbia, entrou em erupção na noite de sábado (2/01/2010), mas não existem informações sobre mortos ou feridos, disseram as autoridades. Carlos Iván Marquez, diretor nacional da Cruz Vermelha, disse que o governo deverá retirar 8 mil pessoas de áreas de risco como precaução. Ele disse que o governo já preparou abrigos temporários e suprimentos para as pessoas.
O vulcão de 4.276 metros tem uma longa história de atividade, incluídas várias erupções nos primeiros meses de 2009. O Galeras fica próximo à fronteira com o Equador.


Sempre que ocorre uma grande erupção vulcânica, jornais e noticiários cobrem o acontecimento enfatizando uma série de palavras: violento, enorme, impressionante. Diante de um vulcão em erupção, as pessoas compartilham sentimentos como o medo diante do poder de destruição da natureza.
Embora os cientistas tenham desvendado muitos mistérios a respeito dos vulcões, o conhecimento sobre eles não os tornou menos fascinantes. Neste traalho, veremos as poderosas e violentas forças que criam as erupções e analisaremos como elas constroem estruturas vulcânicas como as ilhas.
Quando as pessoas pensam em vulcões, a primeira imagem que vem à cabeça é provavelmente uma montanha alta com lava alaranjada sendo expelida. Certamente há vários tipos de vulcões assim. Mas o termo vulcão descreve, na verdade, um conjunto de fenômenos geológicos muito mais ampla.
Em geral, um vulcão é qualquer lugar onde uma certa quantidade de material é expelida de dentro do planeta para a superfície terrestre.






Vulcões
O que é exatamente esse material expelido? No nosso planeta é o magma ou rocha fundida. Para entender de onde ele vem, precisamos examinar a estrutura do planeta Terra.


A Terra é composta de várias camadas, divididas em três mega-camadas: o núcleo, o manto e a crosta.
  • Nós vivemos na crosta rígida que possui de 5 a 10 km de espessura sob os oceanos e de 32 a 70 km sob a terra. Isso pode parecer muito, mas, comparada ao resto do planeta, ela é bem fina como a casca de uma maçã.
  • Logo abaixo da crosta encontra-se o manto, a maior camada da Terra. Embora o manto seja extremamente quente, ele é primordialmente sólido, pois a pressão interna do planeta é tão grande que o material não derrete. Em circunstâncias especiais, contudo, o material derrete formando o magma que transborda pela crosta.
Em 1960, cientistas desenvolveram uma teoria revolucionária chamada Teoria das placas tectônicas. Ela sustenta que a litosfera, camada de material rígido composta pela crosta e pela parte superior do manto, é dividida em sete grandes placas e algumas outras placas menores. Essas placas se movimentam vagarosamente sobre o manto, que está lubrificado por uma leve camada chamada astenosfera. A atividade nos limites entre algumas dessas placas é o catalisador básico para a produção do magma.

As linhas azuis demarcam os limites das placas, os triângulos vermelhos demarcam a atividade vulcânica e os pontos amarelos apontam os terremotos recentes
Onde diferentes placas se encontram, há uma interação. O modo como elas se deslocam umas em relação às outras estão associados diferentes tipos de fenômenos de superfície.
  • Se as placas se afastam umas das outras, uma cordilheira oceânica ou cordilheira continental é formada, dependendo de como elas se encontram (se no oceano ou na terra). À medida que as placas se separam, a parte sólida do manto, que se encontra na astenosfera, corre para esse vazio provocado por elas. Como a pressão não é elevada a esse nível, as rochas do manto se derretem, formando o magma. Conforme o magma sobe, ele se resfria formando uma nova crosta que preenche a lacuna deixada pela divergência das placas. Esse tipo de produção do magma é chamado vulcanismo central.
  • Quando duas placas colidem, uma pode ser empurrada para baixo da outra de modo a afundar no manto. Esse processo é chamado de subducção, que forma uma vala, um canal muito profundo geralmente no solo oceânico. À medida que a litosfera rígida faz força em direção ao manto quente e sob alta pressão, há um super aquecimento. Muitos cientistas acreditam que a camada da litosfera que afunda não pode derreter a essa profundidade, mas que o aquecimento e a pressão forçam a água (água da superfície e dos minerais hidratados) para fora das placas em direção à camada do manto que está acima. O acúmulo de água reduz o ponto de fusão das rochas provocando o derretimento das rochas dentro do magma. Esse tipo de produção do magma é chamado vulcanismo da zona de subducção.
  • Se as placas colidem e nenhuma delas fica embaixo da outra, a crosta irá apenas "enrugar", formando montanhas. Esse processo não dá origem a vulcões. As margens das placas desse tipo podem mais tarde se transformar em zonas de subducção.
  • Algumas placas se movimentam umas contra as outras ao invés de empurrá-las ou colidirem. Essas margens de placas dificilmente produzem atividade vulcânica.


O magma também pode fazer força debaixo de uma placa da litosfera, embora isso seja menos comum que a produção de magma ao redor das margens das placas. Essa atividade vulcânica intraplaca é causada por um material atípico do manto quente que é formado na parte inferior do manto e levado para a sua parte superior. O material, que adquire a forma de uma pluma de 500 a 1.000 km de largura, emerge para criar um ponto quente debaixo de um determinado lugar da Terra. Devido ao aquecimento incomum desse material, ele se funde formando magma logo abaixo da crosta terrestre. O ponto quente é estacionário, mas à medida que as placas continentais deslizam, o magma cria uma cadeia de vulcões que desaparece assim que as placas passam do ponto quente. Os vulcões do Havaí foram criados por um desses pontos quentes que aparentam ter pelo menos 70 milhões de anos.
Então o que acontece com o magma formado por esses processos? Vimos que o magma produzido na cordilheira oceânica apenas forma um novo material crustoso, logo, não há produção de vulcões terrestres em erupção. Há poucas áreas de cordilheira continental onde o magma transborda pela terra, mas a maioria dos vulcões terrestres são produzidos pelo vulcanismo da zona de subducção e dos pontos quentes.
Quando uma rocha sólida se transforma em um material mais líquido, ela se torna menos densa que as rochas sólidas ao seu redor. Devido a essa diferença de densidade, o magma sobe com muita força (pela mesma razão que o hélio em um balão atravessa o ar mais denso que o cerca e o óleo fica suspenso na água). À medida que vai subindo, o intenso calor funde mais algumas rochas, acrescentando-as à mistura magmática.
O magma continua se movendo pela crosta, a menos que a pressão para subir seja excedida pela pressão exercida pelas rochas sólidas ao redor para descer. Neste ponto, o magma se acumula em câmaras magmáticas abaixo da superfície da Terra. Se a pressão do magma se eleva a um determinado nível ou uma cratera se abre na crosta, as rochas fundidas são extruídas e derramadas pela superfície terrestre.


Se isso acontecer, o magma derretido (agora chamado de lava) forma um vulcão. A estrutura de um vulcão e a intensidade de sua erupção dependem de uma série de fatores, principalmente da composição do magma.

Magma em erupção

O poder destrutivo dos vulcões varia bastante: alguns explodem de maneira violenta, destruindo tudo em um raio de 1,5 km em minutos questão de minutos: outros derramam lava tão devagar que se pode caminhar perto deles sem o menor problema. A severidade da erupção depende principalmente da composição do magma.


Por que o magma entra em erupção? A força de erupção vem geralmente da pressão dos gases internos. O material que origina o magma possui muitos gases liquefeitos que ficaram suspensos na solução magmática. Os gases são mantidos no estado liquefeito até que a pressão confinada das rochas seja maior que a pressão do vapor exercida pelo gás. Quando isso se altera e a pressão do vapor fica maior que a pressão exercida pelas rochas, os gases liquefeitos se expandem formando pequenas bolhas de gás, chamadas vesículas, no magma. Isso acontece se ocorrer uma das situações abaixo:
  • a pressão interna exercida pelas rochas diminui devido à descompressão do magma que emerge de um ponto de alta pressão para outro de baixa pressão;
  • a pressão do vapor aumenta devido ao resfriamento do magma, dando início ao processo de cristalização, o que faz aumentar o conteúdo de gás no magma.
Em ambos os casos, o magma é saturado de pequenas bolhas de gás que possuem uma densidade menor que a do magma e, por isso, fazem pressão para sair. O mesmo ocorre quando abrimos uma lata de refrigerante, especialmente se acabamos de sacudi-la. Quando descomprimimos o refrigerante (através da abertura da lata), as pequenas bolhas de gás são pressionadas para fora. Se sacudirmos antes a lata, as bolhas se misturam ao refrigerante e, ao saírem, levam consigo uma parte dele. Isso também acontece com os vulcões. Conforme as bolhas escapam, elas empurram o magma para fora, causando a erupção.

A natureza dessa erupção depende basicamente do conteúdo de gás e da viscosidade do material magmático. Viscosidade é a capacidade de resistir ao fluxo, é o oposto da fluidez. Se o magma possui uma alta viscosidade, significando uma forte resistência ao fluxo, as bolhas de gás escaparão com dificuldade levando mais material magmático consigo, causando uma erupção muito maior. Logo, se o magma possui uma viscosidade mais baixa, as bolhas de gás escaparão com mais facilidade e a lava não sairá de forma tão violenta.
Naturalmente, isso é contrabalançado com o gás. Se o magma contém mais bolhas de gás, a erupção será mais violenta e se o magma possui menos gás, a erupção será mais tranqüila. Ambos os fatores são determinados pela composição do magma. Geralmente, a viscosidade é determinada pela proporção de sílica no magma devido à reação do metal ao oxigênio, um elemento encontrado na maioria dos magmas. O conteúdo de gás varia dependendo do tipo de material fundido para formar o magma.
Geralmente, as maiores erupções explosivas resultam do magma que possui níveis elevados de gás e alta viscosidade, enquanto a maioria das erupções menos intensas resultam de magmas com baixo nível de gás e baixa viscosidade. Contudo, as erupções vulcânicas nem sempre se enquadram facilmente em uma categoria. A maioria delas ocorre em diversos estágios, variando o grau de destruição.
Se a viscosidade e a pressão gasosa são muito baixas, a lava se espalhará devagar pela superfície terrestre, quando o vulcão entrar em erupção, com uma explosão mínima. Apesar de essas lavas efusivas causarem danos consideráveis às estruturas da vida selvagem e àquelas criadas pelo homem, elas não oferecem perigo às pessoas, pois se movem lentamente. Há bastante tempo para sair do seu alcance.


Se há muita pressão, o vulcão começará sua erupção com uma descarga explosiva de material no ar. Essa coluna eruptiva é composta de gases, cinzas e rochas piroclásticas quentes, material vulcânico em forma sólida. Há vários tipos de erupções explosivas, variando significativamente em tamanho, forma e duração.
Dentro dessas duas categorias amplas de erupção, há algumas variações. 
  • Erupções plinianas: essas erupções podem causar danos sérios às áreas próximas. A erupção que soterrou Pompéia e Herculano foi uma erupção pliniana. Elas são ocasionadas pelo magma com alta viscosidade e com conteúdo gasoso. O forte empuxo para cima dos gases expandidos, expulsa o material piroclástico em direção ao ar, a uma altura de 48 km e a centenas de metros por segundo. A erupção, que pode levar horas ou dias, produz uma alta e longa pluma eruptiva. Isso faz com que um grande volume de tefra, material vulcânico não consolidado, seja derramado nas redondezas. Além disso, a erupção pliniana pode produzir um fluxo de lava que se move extremamente rápido, destruindo tudo que estiver no caminho.


  • Erupções havaianas: geralmente, elas não são tão destrutivas, nem tão explosivas. Não costumam expelir muito material piroclástico no ar. Ao contrário, produzem um fluxo de lava que se move vagarosamente e com pouca viscosidade e conteúdo gasoso. Esse fluxo pode assumir duas formas distintas. A mais impressionante é a fonte de fogo, uma fonte de lava alaranjada que se precipita a centenas de metros no ar por alguns minutos (às vezes por horas). O tipo mais comum é o fluxo de lava estável que se forma no conduto central, produzindo grandes lagos de lava, poças enormes de lava que se formam nas crateras ou outras depressões. O fluxo de lava e os respingos das fontes de fogo destroem a vegetação ou as árvores ao redor, mas o fluxo é, em geral, tão lento que as pessoas têm bastante tempo para escapar com segurança. As erupções havaianas recebem esse nome porque são mais comuns nos vulcões havaianos.


  • Erupções estrombolianas: essas erupções são impressionantes, mas não são perigosas. Elas expelem pequenos volumes de lava de 15 a 90 metros, em explosões bem curtas. A lava possui uma alta viscosidade, então, a pressão gasosa tem que crescer a um nível bem elevado antes que o material seja extrudado. Explosões regulares produzem sons altíssimos, mas as erupções são relativamente pequenas. Elas geralmente não produzem fluxo de lava, mas algum fluxo de lava pode acompanhar a erupção. Essas erupções produzem poucas cinzas de tefra.


  • Erupções vulcanianas: assim como as erupções estrombolianas, essas erupções são caracterizadas por várias explosões pequenas. As colunas da erupção vulcaniana são maiores que as colunas estrombolianas e feitas basicamente de cinzas piroclásticas. As explosões são ocasionadas pela alta viscosidade e grande volume gasoso no magma, onde pequenas bolhas exercem pressão e extrudam material em direção ao ar. Além de cinzas de tefra, as erupções vulcanianas lançam bombas piroclásticas do tamanho aproximado de uma bola de futebol. As erupções vulcanianas normalmente não estão associadas ao fluxo de lava.


  • Erupções hidrovulcânicas: quando a erupção vulcânica ocorre perto de oceanos, nuvens saturadas ou outras áreas úmidas, a interação da água com o magma pode criar um tipo único de coluna eruptiva. Basicamente, o magma quente aquece a água de modo que esta começa a evaporar. Essa rápida mudança de estado provoca um tipo explosivo de expansão da água, que separa o material piroclástico, criando uma cinza bem fina. As erupções hidrovulcânicas variam de forma considerável: algumas são caracterizadas por explosões breves, enquanto outras criam colunas eruptivas. As erupções vulcânicas também podem derreter partes da neve, causando deslizamentos e inundações.


  • Erupções fissurais: nem todas as erupções são provocadas pela pressão dos gases. As erupções fissurais ocorrem quando o magma corre para fendas no solo e escapam para a superfície. Isso acontece freqüentemente onde o movimento das placas provocou grandes fraturas na crosta terrestre, podendo haver difusão em torno da base do vulcão com um conduto central. As erupções fissurais são caracterizadas por uma cortina de fogo, uma cortina de lava que cospe a uma altura pequena acima do solo. As erupções fissurais chegam a produzir fluxos intensos, apesar do movimento vagaroso do fluxo de lava.


Diferentes tipos de erupção geram diferentes tipos de vulcões ao seu redor.

Formas e tamanhos diferentes

A maioria dos vulcões terrestres possui a mesma estrutura básica, mas a forma e o tamanho variam de maneira considerável. Esses diferentes tipos de vulcões possuem alguns elementos em comum:
  • uma cratera no cume - a boca do vulcão, onde existe lava
  • uma câmara magmática - onde a lava escorre por debaixo da terra
  • um conduto central - que conduz o magma da câmara até a cratera
O que mais varia na estrutura dos vulcões é o edifício, estrutura que envolve o conduto central. O edifício é construído pelo material vulcânico expelido pelo vulcão em erupção. Conseqüentemente, a composição, a forma e a estrutura são todas determinadas pela natureza do material vulcânico e da erupção. Veja abaixo os três principais formatos de vulcão.
  • Estratovulcões: esses são o tipo mais conhecido e geralmente têm as maiores histórias de destruição causada pelas erupções. Eles são caracterizados por um grande edifício simétrico que se inclina próximo a uma pequena cratera no cume da montanha. São normalmente construídos pelas erupções plinianas que lançam uma grande quantidade de material piroclástico. À medida que a lava, as cinzas e outros materiais são expelidos, o edifício é rapidamente construído ao redor do conduto. Eles raramente entram em erupção (um intervalo de centenas de anos) e, em geral, são formados em zonas de subducção.


  • Cones de escórias: esses cones relativamente pequenos são o tipo de vulcão mais comum. Eles são caracterizados por declives acentuados em ambos os lados do edifício que conduzem a uma cratera bem larga no topo. O edifício é composto de cinzas de tefra quase sempre expelidas pelas erupções estrombolianas. Ao contrário dos estratovulcões, os cones de escórias possuem apenas um evento eruptivo.


  • Vulcões-escudo: esses vulcões largos e pequenos aparecem quando a lava com baixa viscosidade jorra com explosões mínimas, como as erupções havaianas. A lava se dispersa por uma superfície bem ampla, às vezes com quilômetros de diâmetro, construindo um domo na forma de escudo. Próximo ao cume, o edifício fica um pouco íngreme, proporcionando ao vulcão um centro ligeiramente mais elevado. Muitos vulcões-escudo entram em erupção com bastante freqüência (normalmente poucos anos).


A atividade vulcânica pode produzir outras estruturas interessantes como as caldeiras e os domos de lava. As caldeiras, grande crateras em forma de bacias, são formadas quando as erupções drenam a câmara magmática e o edifício vulcânico desaba em um local vazio. Normalmente, a água enche esse espaço, criando lagos arredondados, tais como o Crater Lake no Oregon. Os domos de lava são formados quando a maior parte das vesículas de gás escapam durante a erupção inicial e a lava viscosa reminiscente não faz a pressão necessária para sair, de modo que ela flui muito devagar pelo cume da cratera. Isso cria um domo preso ao topo do vulcão, que pode crescer ao longo do tempo.


Há um número muito grande de vulcões na Terra: mais de 500 vulcões no mundo estão ativos, aproximadamente o mesmo número de vulcões estão adormecidos e muitos foram considerados extintos. Essas determinações são muitas vezes baseadas em interpretações subjetivas e padrões um tanto arbitrários. O critério tradicional para a determinação é a data da última erupção. Se esta estiver dentro do período em que as pessoas vêm registrando a história, o vulcão é considerado ativo. Se a última erupção ocorreu antes dos tempos históricos, mas dentro de 10.000 anos, então o vulcão é considerado "adormecido", pois é provável que ele ainda tenha a capacidade de entrar em erupção novamente. Os vulcões que não entram em erupção por mais de 10.000 anos são considerados extintos, pois dificilmente eles entrarão em erupção de novo.


Certamente, essa é uma definição imprecisa por um motivo: "tempos históricos" é um conceito muito vago e varia de cultura para cultura. Além disso, diferentes tipos de vulcões entram em erupção a uma freqüência variável. Hoje, os cientistas usam um critério mais lógico, ainda que baseado em uma avaliação subjetiva. Se o vulcão está em erupção ou demonstra atividade na forma de terremotos ou emissões gasosas, ele é considerado ativo. Se o vulcão não demonstra nenhum sinal de atividade, mas entrou em erupção há menos de 10.000 anos e tem potencial para entrar em erupção outra vez, ele é considerado adormecido. Se não entrou em erupção em 10.000 anos ou não há mais produção de magma, o vulcão é considerado extinto.
Dos 500 ou mais vulcões em atividade, cerca de 10 entram em erupção em uma determinada data. Em sua maioria, as erupções são pequenas e bastante contidas, de modo que não oferecem nenhum perigo à vida. De tempos em tempos, entretanto, ocorre uma erupção maior que destrói vidas ou, com maior freqüência, devasta propriedades. Embora não sejam tão catastróficos quanto as erupções que ameaçam vidas, esses eventos destrutivos certamente provocam um grande prejuízo financeiro às vítimas.
Embora seja destrutiva, a atividade vulcânica é um dos processos de construção geológica mais importantes da Terra. Afinal, conforme vimos ao analisar as placas tectônicas, os vulcões estão constantemente reconstruindo o assoalho oceânico. Assim como a maioria das forças naturais, os vulcões possuem uma natureza dual. Eles podem causar uma terrível devastação, mas também são um elemento crucial na contínua regeneração da Terra. Eles, com certeza, são um dos fenômenos mais impressionantes do planeta. 


sábado, 25 de agosto de 2012


Aspectos Físicos e Naturais da Europa

A Europa possui uma área de 10,3 milhões de km², é limitado ao norte pelo Oceano Glacial Ártico, a oeste pelo Oceano Atlântico, a sul pelo Mar Mediterrâneo, pelo Mar Negro, pelas montanhas do Cáucaso e pelo Mar Cáspio, e a leste, pelos Montes Urais e pelo Rio Ural.

A Europa inclui também:
 As Ilhas Britânicas, a Islândia e várias ilhas e arquipélagos menores, espalhados pelo Atlântico, Mediterrâneo e Ártico.
Três nações transcaucasianas (Armênia, Azerbaijão e Geórgia), cujos territórios se estendem até a Ásia, são consideradas integrantes do continente europeu.
O litoral europeu é bastante recortado e apresenta cinco grandes penínsulas:
Ibérica, Itálica, Balcânica, Escandinava e da Jutlândia


E várias ilhas e arquipélagos:
As Ilhas Britânicas, a Islândia, Córsega, Sardenha, Sicília, Creta, os Açores e Madeira.


Na parte central do continente o relevo é basicamente de planície e ao sul encontramos os maciços antigos: Pireneus, Alpes, Apeninos, Cárpatos e Cáucaso cujas montanhas são altas, e com picos cobertos por neves eternas.

(Monte Elbrus, o ponto mais alto da Rússia e de toda a Europa.)


Possui muitos rios de pequena extensão e baixo volume de água, em sua maioria são navegáveis o que facilita o transporte e a agricultura, pois contribui muito para o desenvolvimento econômico dos países desse continente. Podemos destacar os rios: Reno, Sena, Ródano, Volga e Danúbio.





O clima de quase toda a Europa é Temperado podendo ser encontrados os tipos:






  Temperado oceânico no oeste e centro do continente, Temperado frio ao norte e Temperado continental na parte centro-sul, como também o clima Mediterrâneo ao sul e na Zona Polar
Ártica, no extremo norte, predomina o clima polar.
 O clima é mais ameno em comparação com outras áreas da mesma latitude de todo o mundo devido à influência da Corrente do Golfo

Diversos tipos de vegetações podem ser encontrados ao longo do continente. As principais são: tundra, floresta boreal, floresta temperada, estepes e vegetações mediterrâneas como maquis e garrigue.

Crise na Europa

A Europa, sempre lembrada como uma região de altíssimo desenvolvimento econômico e bem-estar social, agora tem sua imagem associada a turbulências de mercado. Entenda como o descontrole das contas públicas e as particularidades políticas do continente conduziram a zona do euro a uma crise financeira que levará anos para ser totalmente superada.
A crise econômica de 2008-2012, também chamada de Grande Recessão, é um desdobramento da crise financeira internacional precipitada pela falência do tradicional banco de investimento estadunidense Lehman Brothers, fundado em 1850. Em efeito dominó, outras grandes instituições financeiras quebraram, no processo também conhecido como "crise dos subprimes".
Alguns economistas, no entanto, consideram que a crise dos subprimes tem sua causa primeira no estouro da "bolha da Internet" em 2001, quando o índice Nasdaq que mede a variação de preço das ações de empresas de informática e telecomunicações despencou.
De todo modo, a quebra do Lehman Brothers foi seguida, no espaço de poucos dias, pela falência técnica da maior empresa seguradora dos Estados Unidos da América, a American International Group. O governo norte-americano, que se recusara a oferecer garantias para que o banco inglês Barclays adquirisse o controle do cambaleante Lehman Brothers, alarmado com o efeito sistêmico que a falência dessa tradicional e poderosa instituição financeira - abandonada às "soluções de mercado" - provocou nos mercados financeiros mundiais, resolveu, em vinte e quatro horas, injetar oitenta e cinco bilhões de dólares de dinheiro público na American International Group para salvar suas operações. Mas, em poucas semanas, a crise norte-americana já atravessava o Atlântico: a Islândia estatizou o segundo maior banco do país, que passava por sérias dificuldades.
As mais importantes instituições financeiras do mundo, Citigroup e Merrill Lynch, nos Estados Unidos; Northern Rock, no Reino Unido; Swiss Re e UBS, na Suíça; Société Générale, na França declararam ter tido perdas colossais em seus balanços, o que agravou ainda mais o clima de desconfiança, que se generalizou. No Brasil, as empresas SadiaAracruz Celulose e Votorantim anunciaram perdas bilionárias.
Para evitar colapso, o governo norte-americano reestatizou as agências de crédito imobiliário Fannie Mae e Freddie Mac, privatizadas em 1968, que agora ficarão sob o controle do governo por tempo indeterminado.
Em outubro de 2008, a Alemanha, a França, a Áustria, os Países Baixos e a Itália anunciaram pacotes que somam 1,17 trilhão de euros (US$ 1,58 trilhão /≈R$ 2,76 trilhões) em ajuda ao seus sistemas financeiros. O PIB da Zona do Euro teve uma queda de 1,5% no quarto trimestre de 2008, em relação ao trimestre anterior, a maior contração da história da economia da zona.
Desde que a crise de confiança se agravou e se generalizou, paralisando o sistema de empréstimos interbancário mundial, o governo estadunidense decidiu pôr de lado suas teorias neoliberais e passou a socorrer ativamente as empresas financeiras em dificuldades.
Um pacote, aprovado às pressas pelo congresso estadunidense, destinou setecentos bilhões de dólares de dinheiro do contribuinte americano a socorro dos banqueiros. Desde a quebra do Bear Stearns até outubro de 2008, o governo estadunidense e a Reserva Federal já haviam despendido cerca de dois trilhões de dólares na tentativa de salvar instituições financeiras.
Os países da UE também despenderam várias centenas de bilhões de euros na tentativa de salvar seus próprios bancos. Em abril de 2009, o G-20, reunido em Londres, anunciou a injeção de US$ 1 trilhão na economia mundial de maneira a combater a crise financeira global.



A crise do subprime foi desencadeada em 2006, a partir da quebra de instituições de crédito dos Estados Unidos que concediam empréstimos hipotecários de alto risco arrastando vários bancos para uma situação de insolvência e repercutindo fortemente sobre as bolsas de valores de todo o mundo. A crise foi revelada ao público a partir de fevereiro de 2007, culminando na Crise econômica de 2008.
Subprimes são créditos bancários de alto risco, que incluem desde empréstimos hipotecários até cartões de créditos e aluguéis de carros, eram concedidos, nos Estados Unidos, a clientes sem comprovação de renda e com histórico ruim de crédito a chamada clientela subprime. As taxas de juros eram pós-fixadas, isto é, determinadas no momento do pagamento das dívidas. Por esta razão, com a disparada dos juros nos Estados Unidos, muitos mutuários ficaram inadimplentes, isto é, sem condições de pagar as suas dívidas aos bancos.

Desde outubro de 2008 a crise financeira global levou à falência muitas instituições financeiras nos EUA e dos países europeus, ameaçando o sistema financeiro global. A partir do 18 de julho de 2007, essa crise do crédito hipotecário provocou uma crise de confiança geral no sistema financeiro e falta de liquidez bancária.
O problema que se iniciou com as hipotecas subprime espalhou-se por todas as obrigações com colateral, pôs em perigo as empresas municipais de seguros e resseguros e ameaçou arrasar o mercado de swaps, multitrilionário em dólares. As obrigações dos bancos de investimentos em compras alavancadas se tornaram um passivo. Os hedge-funds, criados para ser supostamente neutros em relação aos mercados, se provaram não tão neutros e tiveram que ser resgatados. O mercado de commercial-papers paralisou-se, e os instrumentos especialmente criados pelos bancos para tirar as hipotecas de seus balanços já não conseguiam mais encontrar fontes externas de financiamento (funding). O golpe final veio quando o mercado de empréstimos interbancário - que é o núcleo do sistema financeiro - paralisou-se. Os bancos centrais de todos os países desenvolvidos se viram obrigados a injetar rapidamente no sistema financeiro mundial um volume de recursos jamais injetado antes, e a estender créditos para uma variedade de papéis financeiros, e tipos de instituições, jamais socorridos anteriormente.
Mesmo os bancos que não trabalhavam com os chamados "créditos podres" foram atingidos. O banco britânico Northern Rock, por exemplo, não tinha hipoteca-lixo em seus livros. Porém, adotava uma estratégia arriscada - tomar dinheiro emprestado a curto prazo (a cada três meses) às instituições financeiras, para emprestá-lo a longo prazo (em média, vinte anos), aos compradores de imóveis. Repentinamente, as instituições financeiras deixaram de emprestar dinheiro ao Northern Rock, que, assim, no início de 2007, acabou por se tornar o primeiro banco britânico a sofrer intervenção governamental, desde 1860.
Na sequência, temendo que a crise tocasse a esfera da chamada "economia real", os bancos centrais foram conduzidos a injetar liquidez no mercado interbancário, para evitar o efeito dominó, com a quebra de outros bancos, em cadeia, e que a crise se ampliasse em escala mundial.
Segundo o FMI declarou em 7 de outubro de 2008, as perdas decorrentes de hipotecas do mercado imobiliário subprime já realizadas contabilizavam 1,4 trilhão de dólares e o valor total dos créditos subprime ainda em risco se elevava a 12,3 trilhões, o que corresponde a 89% do PIB estadunidense.


Alguns economistas defendem que a crise do subprime não afetará significativamente o Brasil. De todo modo, segundo a maioria dos analistas, todos os países do mundo serão tocados, em algum momento, em maior ou menor grau, pelos feitos da crise deflagrada nos Estados Unidos, devido à globalização dos negócios entre países.
No Brasil, o efeito mais imediato foi a baixa das cotações das ações em bolsas de valores, provocada pela venda maciça de ações de especuladores estrangeiros, que se atropelaram para repatriar seus capitais a fim de cobrir suas perdas nos países de origem. Em razão disso, ocorreu também uma súbita e expressiva alta do dólar. Posteriormente, grandes empresas brasileiras exportadoras sentiram o baque da falta de crédito no mercado mundial para concretizar seus negócios com parceiros estrangeiros. A recessão que atingiu uma grande parte dos países desenvolvidos também afetou o comércio externo. Empresas como Embraer e Cummins, que têm seus faturamentos altamente dependentes de vendas ao exterior, tiveram que cortar postos de trabalho e reduzir drasticamente o ritmo de produção. Grandes empresas siderúrgicas no Brasil também desligaram alguns fornos. Em efeito cascata, empresas menores fornecedoras desses grandes conglomerados também foram atingidas.
Como o Brasil realizou profundas reformas econômicas durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, como o PROER, implementando sistemas mais rígidos de controle ao sistema financeiro doméstico, o Brasil ficou menos exposto ao cerne da crise, que foi a contaminação sistêmica do mercado financeiro internacional. Além disso, a economia brasileira encontra-se numa posição bem mais confortável para enfrentar essa tempestade mundial do que em crises anteriores. O modelo econômico adotado pelo país desde fins dos anos 1990  metas de inflação, câmbio flutuante e responsabilidade fiscal - fez com que um colchão de proteção, através da obtenção consistentes reservas cambiais e de forte credibilidade internacional, salvaguardasse a economia. Não obstante, por estar incluso no comércio mundial, o país ainda assim sentiu efeitos colaterais pesados.
De imediato entretanto, os maiores prejuízos com a crise foram das empresas que especulavam com derivativos de câmbio- e fizeram a aposta errada. O governo anunciou que não pretende cobrir, com dinheiro público, as milionárias perdas privadas, decorrentes de apostas mal-sucedidas.
A alta do dólar, embora possa eventualmente causar alguma pressão inflacionária, tende a aumentar a competitividade internacional das exportações do país, já que o preço dos produtos brasileiros, em dólares, cai. No entanto, para os setores da economia brasileira que dependem de importações de produtos industrializados sem similar nacional ou mesmo de algumas commodities, como o trigo, o dólar alto é um problema.
No mercado interbancário, houve uma paralisação quase total dos empréstimos normalmente concedidos pelos grandes bancos aos menores. Num primeiro momento, o Banco Central do Brasil decidiu isentar os grandes bancos de uma parte do depósito compulsório, a qual deveria ser destinada a empréstimos aos bancos menores. Mas, devido ao clima de quase pânico que se instaurou nos mercados financeiros em geral, tal medida não se revelou suficiente: os grandes bancos continuavam não concedendo empréstimos aos menores. Assim, o Banco Central decidiu adquirir as carteiras de crédito de que os bancos pequenos desejassem se desfazer, desde que oferecessem garantias. Houve pressão ainda para que os bancos estatais comprassem bancos menores em dificuldades. Assim, o Banco do Brasil comprou 49% das ações do banco Votorantim, injetando liquidez, mas não ficando com o controle acionário da instituição.
Para evitar a falta de liquidez nos mercados de câmbio, o Banco Central tem realizado leilões de venda de swaps cambiais e, para evitar especulações, em outubro de 2008, realizou até mesmo vários leilões de venda de dólar físico à vista, utilizando as reservas internacionais do Brasil, o que não era feito desde 2003. Com isto, o BC não pretendia derrubar as cotações do dólar, nem lhes impor um teto, mas somente aumentar a liquidez do mercado.
Por outro lado, o Banco Central tem-se mostrado atento a quaisquer indícios de falta de liquidez no sistema bancário brasileiro, tendo liberado, por mais de uma vez, várias dezenas de bilhões de reais dos depósitos compulsórios, especialmente para os bancos médios e pequenos, preferindo dessa forma irrigar o sistema bancário, em vez de reduzir os juros básicos, o que ainda poderia provocar pressões inflacionárias. Se a economia mundial entrar em uma conjuntura de deflação, o que não é impossível, só então os juros poderão ser reduzidos sem medo.
Em setembro de 2009, a agência Moody's informou sobre a elevação de rating da dívida do governo para grau de investimento, desde a deflagração da crise econômica de 2008/2009. A classificação também foi dada pelas agências Fitch Ratings e a Standard & Poor's, em 2008. Assim, o Brasil foi o primeiro país a receber a elevação de categoria.


Consequências

 As demissões decorrentes da crise têm gerado reações desesperadas na França. Em março de 2009, em três oportunidades trabalhadores franceses fizeram reféns devido a demissões: dia 13, funcionários da Sony detiveram o presidente da empresa no país por uma noite, forçando o pagamento de indenizações maiores pelas demissões; no dia 25, o diretor de operação da 3M foi detido por um dia, sendo libertado após aceitar oferecer melhores condições aos 110 empregados demitidos; e no dia 31, os funcionários da Caterpillar fizeram quatro diretores da empresa reféns, após o anúncio do plano de cortar 733 empregos na unidade.
Por outro lado, as emissões de CO² na União Europeia foram reduzidas em 6% em 2008 em decorrência da crise, de acordo com o instituto de pesquisa Point Corbon, sediado em Oslo.







Demografia Européia

No continente europeu não existem regiões extensas que apresentem vazios demográficos, como os que encontramos em desertos, áreas florestais ou de altas latitudes. No entanto, a população européia não apresenta distribuição igual, sendo bastante populosa próxima às grandes cidades e nas partes industrializadas do ocidente europeu. Mais ao norte, devido às baixas temperaturas, e nas áreas de montanhas ao sul, existe menor densidade demográfica.
Atualmente, os países mais desenvolvidos, que receberam milhares de imigrantes na década de 1970, dizem-se incapazes de continuar acolhendo os estrangeiros, fecham suas fronteiras à imigração e: incentivam a volta dos imigrantes aos seus países de origem. Por outro lado, o retorno dos imigrantes gera dois graves problemas aos seus países de origem: aumenta o desemprego, ao mesmo tempo que diminui a entrada de divisas pela remessa de ganhos dos imigrantes às suas famílias.
Nos países nórdicos, devido aos obstáculos oferecidos pelo clima, a população é pouco numerosa em relação ao grande território, as maiores concentrações populacionais aparecem nas áreas urbanas do centro-sul da região. Esses países proporcionam aos cidadãos excelentes condições de saúde, instrução e habitação, sendo o PIB per capita bastante alto e a assistência social a mais completa do mundo. A cidade de Copenhague, capital da Dinamarca, é a mais populosa da região.
O Leste Europeu, incluindo a Rússia, abriga uma população de aproximadamente 323 milhões de habitantes, pertencentes a diversas etnias. Na Rússia, a ocupação do espaço não é uniforme, áreas extremamente povoadas, sobretudo a oeste, alternam com outras praticamente vazias. Moscou e São Petersburgo são os mais importantes centros urbanos.
Os países mais urbanizados da Europa localizam-se na porção central do continente, como o Reino Unido, a França, a Bélgica, os Países Baixos, a Alemanha e o norte da Itália. Na rede urbana desses países, destacam-se as regiões metropolitanas de Londres, Manchester e Birmingham, no Reino Unido, Paris, na França, Bruxelas, na Bélgica, Berlim, Hamburgo, Munique, Frankfurt, na Alemanha e Roma, Milão e Nápoles, na Itália.

Economia da União Européia



A economia da União Europeia é baseada em um modelo capitalista, sendo a maior do mundo, com um PIB que alcançou US$ 18.394 trilhões, no ano de 2008, ou seja sua economia é uma das maiores dos grupos de países em todo mundo, sem contar que a moeda usade nos paises pertecentes a União Européia é o Euro.  O principal objetivo econômico da União Européia é promover uma economia livre, com concorrência e sem barreiras comerciais tanto ao nível das mercadorias, dos capitais, como dos seus cidadãos e juntamente dos seus trabalhadores.

Por esse motivo existem diversos mecanismos que asseguram estas liberdades:
  • Existe a Comissão Européia, que trabalha como uma guardiã desses tratados para que os mesmos sejam cumpridos e respeitados
  • Todos os cidadãos, entidade coletivas e estados podem recorrer destas decisões para o Tribunal de Justiça da União Europeia;
  • O Tribunal de Justiça da União Europeia vela para que caso a Comissão Europeia não haja em defesa dos Tratados este faça jurisprudência nesses assuntos, a mais conhecida decisão neste âmbito é o Acórdão sobre o Caso Bosman que permitiu que os futebolistas, que são também considerados trabalhadores comunitários, não se vissem impedidos de jogar noutro país da União Europeia por normas internas da UEFA e das respectivas Federações nacionais de Futebol




Geografia da União Européia


Os Estados-membros da UE cobrem uma área de 4 423 147 quilômetros quadrados. Se fosse uma nação única, a União Européia teria a sétima maior área territorial do mundo e o seu pico mais elevado, o Mont Blanc, nos Alpes Graios, está a 4 810m acima do nível do mar. O ponto mais baixo da União Européia é Zuidplaspolder, nos Países Baixos, a sete metros abaixo do nível do mar. A paisagem, clima e economia da UE são influenciados pelo seu litoral, que tem um total de 65 993 quilômetros de comprimento. O bloco tem a segunda maior costa do mundo, após a do Canadá. Os Estados-membros combinados compartilham fronteiras terrestres com 19 Estados não membros, totalizando 12 441 quilômetros de comprimento, a quinta maior fronteira do mundo.
Incluindo os territórios ultramarinos dos Estados membros, a União Européia tem vários tipos de clima, que vão do ártico até o tropical. A maioria das pessoas vive em áreas com clima mediterrâneo, clima temperado marítimo, ou um verão quente ou clima continental semiboreal. A população da União Européia é altamente urbanizada, com cerca de 75% dos habitantes  a viver em áreas urbanas. As cidades são amplamente espalhadas em todo o bloco, embora exista um grande conjunto em torno do Benelux (Benelux é uma organização econômica da Europa, que gerou o que seria mais tarde a União Européia). Uma porcentagem crescente disso deve-se à expansão de baixa densidade urbana que está ampliando em áreas naturais. Em alguns casos, este crescimento urbano tem sido devido ao influxo de fundos da União Européia para uma região.


Religiões

Religiões são praticadas por grupos menores na Europa, incluindo:
  • Judaísmo principalmente em França, Alemanha, Reino Unido, Rússia e Itália. Ao mesmo tempo, o judaísmo foi amplamente praticado em todo o continente europeu, embora tenha diminuído em número desde a expulsão e do extermínio, e o êxodo do judeus durante parte do segundo milênio.
  • Hinduísmo principalmente entre imigrantes da Índia no Reino Unido. Em 1998, havia uma estimativa de 1.382.000 hindus na Europa.
  • Budismo, fracamente espalhado por toda a Europa e em rápido crescimento nos últimos anos, cerca de 3 milhões de adeptos.
  • Indígenas Europeus, seguidores das tradições e crenças pagãs estão em muitos países, e fé Asatrú reconhecida como uma minoria religiosa na Islândia, Noruega e Suécia.
  • Rastafari, comunidades no Reino Unido, França, Espanha, Portugal, Itália e noutros países.
  • Sikhismo, quase 1 milhão de adeptos do Sikhismo na Europa. A maioria da comunidade vive no Reino Unido e Itália. Cerca de 10.000 na Bélgica e França. Holanda e Alemanha têm uma população de 12.000 adeptos. Todos os outros países têm menos ou 5000 sikhs.
  • Jainismo, pequena adesão, principalmente entre os imigrantes indianos no Reino Unido.
  • Vudu, principalmente entre imigrantes negros de Caribe e da África Ocidental fixados no Reino Unido e França.
  • Religiões tradicionais africanas (incluindo Muti), principalmente no Reino Unido e França.
  • Outras religiões com poucos (ou ao abrigo de um milhão) adeptos na Europa: Animismo, Igreja de Cristo, Eco-religião, Gnose, Paganismo, Testemunhas de Jeová, Menonitas, Igreja Moraviana, Mormonismo ou Os Santos dos Últimos Dias, Panteísmo, Politeísmo, Relativismo Teológico, Cientologia, Adventistas do Sétimo Dia, Igreja Universal, Unitarismo, Wiccan e Zoroastrianismo.
Milhões de europeus não professam nenhuma religião ou são ateus. As maiores populações sem religião são encontradas na República Checa, Dinamarca, França, Alemanha, Holanda, Noruega, Suécia e nas antigas repúblicas soviéticas como Bielorrússia, Estônia, Rússia e Ucrânia, embora a maioria dos antigos países comunistas tenham populações significativamente não confessionais.


Aspectos Econômicos do mercantilismo à 3 revolução na Europa


·         Os aspectos econômicos do mercantilismo à Terceira Revolução Industrial foram responsáveis pela disputa comercial entre as nações que se formavam nesse período. A disputa pelos mercados criou uma situação de grande rivalidade onde cada um dos estados nacionais buscava a incessante ampliação de seus lucros e o fortalecimento da sua economia na época do mercantilismo. Nesse sentido, a teoria da balança comercial favorável estipulava que uma economia nacional forte dependeria de um volume de exportações superior ao das importações, a economia mercantilista concebeu a criação de um estado intervencionista capaz de atender as demandas de sua própria economia. Nesse mesmo mercantilismo um aspecto econômico importante á destacar é que o objetivo principal destes governos era alcançar o máximo possível de desenvolvimento econômico, através do acúmulo de riquezas. Quanto maior a quantidade de riquezas dentro de um reino, maior seria seu prestígio, poder e respeito internacional.Podemos definir o mercantilismo como sendo a política econômica adotada na Europa durante o Antigo Regime. Como já dissemos, o governo absolutista interferia muito na economia dos países. O objetivo principal destes governos era alcançar o máximo possível de desenvolvimento econômico, através do acúmulo de riquezas. No contexto do mercantilismo, todas as colônias européias deveriam fazer comércio apenas com suas metrópoles. Era uma garantia de vender caro e comprar barato, obtendo ainda produtos não encontrados na Europa.




Mercantilismo no continente europeu.


Um pequeno exemplo de como pode ser representado os aspectos econômicos do que acontecia no continente europeu na época do Mercantilismo:

Já na Terceira Revolução Industrial, o trabalhador afetou os aspectos econômicos dos países europeus, porque as empresas passam a substituir a mão de obra humana por máquinas e computadores. Postos de trabalho são eliminados e, em diferentes ramos da economia, o trabalhador tradicional desaparece.
As novas tecnologias eliminam, gradativamente, a necessidade de antigos materiais (como o papel, por exemplo), aceleram a transmissão de informações e estimulam, em graus nunca antes vistos, o fluxo de atividade em cada nível da sociedade. A compressão de tempo passa a exigir respostas e decisões mais rápidas. O tempo e o conhecimento tornam-se mercadorias, assim fazendo com que os aspectos econômicos sejam radicalmente alterados no continente europeu.
Os países de economia avançada precisaram criar internamente condições de competitividade. A saturação dos mercados acabou gerando uma produção diversificada para atender a consumidores diferenciados. Os contratos de trabalho passaram a ser mais flexíveis. Diminuiu o número de trabalhadores permanentes e cresceu o número de trabalhadores temporários. Flexibilizaram-se os salários - cresceram as desigualdades salariais, segundo a qualificação dos empregados e as especificidades da empresa. Os sindicatos viram reduzidos seu poder de representação e de reivindicação. Ampliou-se o desemprego, assim os aspectos econômicos da Europa se mudaram radicalmente.
                            (Representação do continente europeu durante a Terceira Revolução industrial)